O Centro Regional de Estudos, Prevenção e Recuperação de Dependentes Químicos (CENPRE) é um Projeto de Extensão do Instituto de Ciências Biológicas da FURG e por se tratar de uma unidade acadêmica, seguirá o calendário universitário da FURG, permanecendo em recesso de 24/12/2018 a 02/01/2019. Nesse período o CENPRE estará fechado e retomará os atendimentos a partir do dia 03/01/2019. Agradecemos a compreensão.

 

Conceito:

 

A cocaína é uma substância extraída do arbusto Erythroxylon coca, planta que cresce abundantemente nos Andes.

 

 

Histórico:

 

A cocaína não é uma droga nova. No Peru, já era usada pelos Incas, desde o séc. VI d.C, que a cultivavam, sendo o seu uso restrito às classes sociais elevadas, sacerdotes e guerreiros em batalhas. Com a conquista dos espanhóis em 1536, a coca tornou-se popular, sendo considerada, por decreto do Rei da Espanha, Felipe II, sendo considerada essencial ao bem estar dos conquistados. Suas folhas foram levadas para a Europa, pelos exploradores, neste mesmo século. Após Ter sido isolada, em 1860, sua popularidade neste continente evoluiu. Começou o seu uso abusivo, até que, a partir de 1914, ficou controlada por lei e, mesmo assim, seu tráfico tornou-se intenso a partir de 1970.

 

 

Substância Ativa:

 

A cocaína é uma benzoilmetilecgonina, sendo o principal alcalóide existente nas folhas de Erythroxylon coca e de outras espécies do mesmo gênero. Apresenta-se em quantidades que variam de 0,5 a 1,8 % das folhas.

 

 

 

Mecanismo de Ação:

 

Atua estimulando o sistema simpático (do Sistema Nervoso Central – SNC), devido a sua capacidade de bloquear o mecanismo de recaptação do neurotransmissor.

 

 

Utilização Médica:

 

Não existe uso médico para a cocaína. Antes de surgirem os atuais anestésicos locais, foi usada para este fim mas, devido aos seus efeitos tóxicos, foi abandonada após o advento daqueles.

 

 

Produção:

 

As espécies de coca são cultivadas, quase exclusivamente na América do Sul, principalmente no Peru, Bolívia, Colômbia, Equador e Brasil.

A cocaína é extraída das folhas da planta, em duas fases. Na primeira, as folhas são prensadas com ácido sulfúrico, querosene ou gasolina, formando a pasta de coca, que contém até 90 % de sulfato de cocaína. Na Segunda, a pasta é tratada com ácido clorídrico formando o cloridrato de cocaína, pó branco e cristalino, que pode ser introduzido no organismo por aspiração, ingestão ou injeção endovenosa.

 

 

Formas de Consumo:

 

Nos países produtores são usadas as folhas, mascadas e também como chá. Nos demais países a cocaína é mais freqüentemente usada na forma de pó, aspirado pelas narinas ou dissolvido em água e injetado endovenosamente.